Ex-Corinthians e Athletico, Paulo André faz parto da filha em carro e se emociona: "O mundo parou"

Ex-Corinthians e Athletico, Paulo André faz parto da filha em carro e se emociona:

O ex-zagueiro Paulo André, que passou por Corinthians, Athletico e Cruzeiro, fez um relato emocionante nas redes sociais ao falar sobre a experiência que teve de fazer o parto da filha, Naomi Pereira Benini, dentro do carro. O ex-jogador é casado com a ex-tenista Teliana Pereira, com quem já tem um filho, o Matteo.

O ex-jogador contou que ele e Teliana estavam a caminho do hospital, quando precisou parar o carro para fazer o parto em um ponto de ônibus.

— O plano era simples: pegar o carro, chegar ao hospital e apoiar minha digníssima esposa naquelas duras horas do parto. [...] A Naomi discordou. Ela nasceu no carro. Sem muito aviso. Sem tempo para ensaiar. Foram os minutos mais longos da minha vida — escreveu Paulo André.

Ele contou que, nos primeiros minutos em que Naomi havia nascido, levou um susto, já que a bebê estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço. A família está bem e Naomi está em casa saudável.

— Quando a Naomi escorregou para os meus braços, com o cordão enrolado no pescoço, o mundo parou. Procurei um sinal vital. Um movimento. Qualquer reação. A cena inteira parecia congelada. Imagine, havia ali alguém completamente paralisado. Roxo. Sem respirar. Felizmente, não era a Naomi. Era o pai dela — escreveu.

Leia o relato de Paulo André

O plano era simples: pegar o carro, chegar ao hospital e apoiar minha digníssima esposa naquelas duras horas do parto. Depois das 18 horas de “doulo” na primeira experiência, a brincadeira era que, dessa vez, eu é que precisaria de uma doula para me apoiar a apoiar.

A Naomi discordou. Ela nasceu no carro. Sem muito aviso. Sem tempo para ensaiar. Teliana e eu fizemos o parto ali mesmo, com o carro parado num ponto de ônibus. Ela fez o impossível. Eu só tentei estar à altura. Foram os minutos mais longos da minha vida.

Quando a Naomi escorregou para os meus braços, com o cordão enrolado no pescoço, o mundo parou. Procurei um sinal vital. Um movimento. Qualquer reação. A cena inteira parecia congelada. Imagine, havia ali alguém completamente paralisado. Roxo. Sem respirar.

Felizmente, não era a Naomi. Era o pai dela. Quando ela abriu os olhos e me olhou pela primeira vez, nossa relação ficou definida. Eu desesperado. Ela me repreendendo: “Alguém faz esse homem respirar, pelo amor de Deus.”

Ela chorou. Eu chorei. Ela respirou. Eu respirei.

Enquanto eu voltava ao mundo, Teliana e Naomi já estavam em absoluta sintonia, pele com pele. Com calma, desenrolamos o cordão do pescoço. Tirei a camiseta para aquecer a princesinha

Voltei para o volante com as mãos tremendo, a cara de um completo paspalho e a certeza de que essa história ficará um pouco maior a cada vez que eu contar.

Agora somos quatro. O Matteo foi promovido a irmão mais velho. Eu virei herói da família. A @telianapereira continuou exatamente como sempre foi: a mulher mais impressionante que eu conheço. Bem-vinda, Naomi.

Paulo André em homenagem do Athletico, em 2019 — Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

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