
O Santos retornou para a sequência da temporada e deixou em campo a sensação de que ainda é o mesmo de antes da pausa no calendário para a Copa do Mundo. A derrota para o Botafogo por 2 a 1, pela 19ª rodada do Brasileirão, escancarou antigos problemas da equipe comandada por Cuca.
O elenco teve 21 dias de férias. Depois, pouco mais de 20 dias para treinar. O amistoso contra o União João São e, principalmente, o jogo-treino contra o Osasco Sporting, já davam sinais que, mesmo com tempo para trabalhar, Cuca seguia com dificuldades para fazer com que o Santos finalize melhor.
O time evoluiu em volume de jogo. Colocou a bola no chão, teve paciência para trocar passes, fez boas associações e encontrou espaços na defesa adversária. Mas a última ação do ataque é crítica.
Foram algumas bolas na trave, outras defendidas por Leo Linck. Mas em 17 finalizações, só uma entrou no gol. Falta um capricho maior para o time ter uma vida mais tranquila em campo.
Gabigol foi, talvez, a ausência mais sentida pelo time contra o Botafogo. O artilheiro do time na temporada tem sido um dos poucos que não apresenta dificuldade na hora de finalizar. As opções para substituí-lo estão aquém do titular. Thaciano e Rony não ameaçaram o gol adversário.
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Botafogo x Santos — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Outro ponto positivo foi o jovem Nadson. O garoto despertou a atenção de Cuca em um jogo do sub-20 e ganhou minutos contra o Botafogo, deixando Robinho Jr, que havia se destacado no amistoso contra o União São João, no banco de reservas.
O garoto de 17 anos teve personalidade, buscou as jogadas pelo lado direito do ataque, tentou finalizar e deu dinamismo para um ataque que havia perdido volume pelo cansaço dos titulares, como Miguelito e Rollheiser.
Tratado como uma joia dentro do clube e aposta para ser o "próximo raio", Nadson pode ganhar mais espaço entre os profissionais durante a sequência da temporada.
Gabriel Brazão lamenta a falha na derrota do Santos para o Botafogo — Foto: Alexandre Loureiro/AGIF
Já o ponto mais preocupante, acima da dificuldade em finalizar corretamente, é a defesa.
O Santos entregou uma vitória ao Botafogo, que marcou dois gols em falhas infantis. Luan Peres teve uma noite para esquecer, com um erro grave no primeiro gol e quase dando outro gol para o adversário no segundo tempo.
Depois, Gabriel Brazão, em uma saída precipitada do gol, chutou a bola em cima do zagueiro e deixou o gol livre para o rival anotar o gol da vitória nos acréscimos.
Sem garantir o placar lá na frente, e com uma defesa permissiva, é difícil para o Santos conseguir fechar a conta no azul no Brasileirão. É preciso resolver rápido, pelo menos, uma das pontas.
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