
A uma semana do retorno do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro segue no mercado em busca de sanar carências identificadas no elenco pelo departamento de futebol. Sem "torneira aberta", o clube tenta superar obstáculos para buscar ao menos mais dois nomes até 11 de setembro, quando fecha a janela.
Até o momento, o lateral-esquerdo Gabriel Rojas e o atacante Gabriel Pec foram os nomes contratados. Um investimento de cerca de R$ 90 milhões. Posições que já eram alvo antes da pausa e que se tornaram mais importantes depois de saídas na atual janela.
Rojas, inicialmente, chegou para repor a venda de Kauã Prates ao Borussia Dortmund. No entanto, o Cruzeiro também decidiu negociar Kaiki com o Como, da Itália. Assim, o argentino se tornou titular da posição logo na chegada e, em um primeiro momento, não ganhará concorrência. O zagueiro Villalba e o lateral-direito Kauã Moraes são opções para a função.
No ataque a situação é diferente. Inicialmente, o Cruzeiro trabalhava com a busca de um jogador para o lado do campo. Contratou Gabriel Pec, mas ainda tenta um nome para a função por conta da venda de Christian ao Krasnodar.
Desta forma, a diretoria segue tentando sanar uma carência considerada antiga no grupo comandado por Artur Jorge. O mesmo acontece sobre a função de primeiro volante, cuja procura se tornou necessária desde que Walace foi afastado do grupo.
Sobre meio-campo e ataque, vários nomes estão na mesa da diretoria, por meio de indicações do mercado, da comissão técnica e do departamento de scout. Não há nenhuma negociação avançada, também por conta de pedidas feitas por clubes e/ou agentes.
Essa situação, aliás, tem despertado atenção no Cruzeiro, que planejou uma janela mais equilibrada em relação a valores para chegadas e saídas. Inicialmente, a intenção era investir menos do que 10 milhões de dólares por Gabriel Pec, por exemplo. A rota mudou em função da comparação com outras pedidas no mercado. O ex-vascaino era desejo antigo de Artur Jorge, o que também pesou.
Pedro Lourenço, presidente da SAF do Cruzeiro — Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro
A tendência é de que o Cruzeiro não faça altos investimentos para buscar mais um atacante e um primeiro volante. Desde o meio do ano passado, o clube tem tentado buscar o equilíbrio entre peças de retorno esportivo imediato (como Gerson, por exemplo) e nomes que aliem desempenho à possibilidade futura de retorno financeiro (como Arroyo e Kauã Moraes).
Apesar de o Brasileirão bater à porta e de o mês de agosto reservar decisões da Libertadores e da Copa do Brasil, o Cruzeiro trabalha com paciência para encontrar as peças que se encaixem no planejamentos técnico e orçamentário. Também há o entendimento que, no geral, o mercado internacional tende a esquentar na segunda quinzena de julho, o que pode fazer com que alguns jogadores tomem decisão de retornar ao futebol sul-americano.