Cruzeiro equilibra balança financeira em janela e evidencia "nova era" da SAF

Cruzeiro equilibra balança financeira em janela e evidencia

Entre o investimento para fortalecer o time para o segundo semestre da temporada e a realização de vendas para equilibrar as contas, o Cruzeiro faz a janela de maior equilíbrio da "balança financeira" sob o comando de Pedro Lourenço. Era o planejado pelo clube, conforme exposto por Artur Jorge ao avaliar a busca por reforços: "Não estamos de torneira aberta".

Desde o início da temporada, a diretoria do Cruzeiro se planejou para realizar contratações na janela do meio do ano, principalmente na busca por nomes no exterior. A situação, inclusive, foi tema de debate quando Artur Jorge foi contratado para a vaga de Tite, em abril.

Até o momento, as movimentações concretizadas foram por Gabriel Rojas e Gabriel Pec, que chegaram de Racing e Los Angeles Galaxy, respectivamente. Juntos, custaram aos cofres do clube cerca de R$ 90 milhões, em negociações que envolvem pagamentos parcelados.

Mesmo com disputas importantes no segundo semestre, o Cruzeiro também se planejou para a saída de jogadores nesta janela. Era um objetivo da direção do clube, como informou o ge, no início de junho.

Até o momento, o Cruzeiro negociou Christian (com o Krasnodar, da Rússia) e Kaiki (com o Como, da Itália). Os acertos superam R$ 130 milhões, também em acordos para o clube receber as quantias parceladamente.

Quem também não faz mais parte do elenco é o lateral-esquerdo Kauã Prates, que se apresentou ao Borussia Dortmund nesta janela, após ser negociado em fevereiro. A venda supera R$ 75 milhões, entre valores fixos e variáveis.

Mesmo perdendo dois titulares e um reserva imediato, o Cruzeiro ainda pode ter mais jogadores saindo nesta janela. A intenção é preservar a equipe principal, mas o clube entende que o aquecimento do mercado exterior após a Copa pode fazer com que nomes importantes recebam propostas.

Além disso, a diretoria trabalha no mercado para encontrar soluções para as saídas de Chico da Costa, Matheus Cunha e Wanderson. O Cruzeiro entende que não deve conseguir retornos financeiros importantes, mas essas saídas representarão também um alívio no custo mensal, outra preocupação do clube.

Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Seria abertura na folha salarial, por exemplo, para chegadas que a comissão técnica e a diretoria consideram importantes para o restante da temporada. O Cruzeiro ainda busca um atacante de beirada e um primeiro volante nesta janela.

Janelas anteriores

O planejamento do Cruzeiro nesta janela é diferente em relação às quatro anteriores sob gestão de Pedro Lourenço, quando houve poucas saídas e investimentos importantes para contratações.

Em 2024, por exemplo, o clube movimentou cerca de R$ 180 milhões para contratar nomes como Jonathan Jesus, Kaio Jorge, Matheus Henrique e Walace. Também naquele ano, João Marcelo e Matheus Pereira, que estavam no Cruzeiro por empréstimo, foram comprados.

Em 2025, as movimentações no mercado também custaram quase R$ 200 milhões ao Cruzeiro, número alavancado principalmente pelas contratações de Fabrício Bruno e Keny Arroyo. Além disso, houve aumento relevante na folha salarial com contratações de Dudu e Gabigol, que chegaram sem custos na aquisição de direitos.

Pedro Junio e Pedro Lourenço na apresentação de Gerson como jogador do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Na primeira janela de 2026, o Cruzeiro chegou a um acordo de R$ 170 milhões com o Zenit por Gerson, tornando o volante a maior contratação da história do clube e a segunda no ranking de investimentos do futebol brasileiro.

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