
A derrota por 2 a 0 para o Avaí, neste domingo, na Ressacada, reforçou que o momento do Náutico na Série B já vai além de uma oscilação. O clube chegou ao sétimo jogo consecutivo sem vitória e precisa tratar a situação com senso de urgência antes que ela se torne ainda mais complicada.
Os números ajudam a explicar o motivo. O Timbu somou apenas dois pontos dos últimos 21 disputados. Foram cinco derrotas e dois empates. O aproveitamento de 9,5% é o segundo pior da Série B no recorte, à frente apenas da Ponte Preta.
Falar em oscilação já não parece suficiente. O cenário é de queda de desempenho e, principalmente, de resultados.
Elenco do Náutico na partida contra o Avaí, pela Série B — Foto: Divulgação / Clube Náutico Capibaribe
A consequência aparece na tabela. O Náutico, que disputou a liderança da Série B na 11ª rodada, agora ocupa a 13ª colocação. Terminou a rodada quatro pontos acima da zona de rebaixamento e ainda pode ver essa diferença cair para apenas um ponto, dependendo dos demais resultados. Hoje, a preocupação é muito mais olhar para baixo do que para cima.
A tendência é que o comando técnico seja mantido. Hélio e Guilherme dos Anjos não exercem apenas a função de treinadores, mas também de managers do departamento de futebol, o que torna uma mudança na comissão pouco provável neste momento. Isso aumenta a responsabilidade de ambos para encontrar soluções rapidamente.
Se não deve haver mudanças na área técnica, elas precisam acontecer no elenco.
A janela de transferências representa uma oportunidade para corrigir problemas que já ficaram evidentes. O Náutico necessita acelerar a reformulação do grupo, tanto com contratações quanto com saídas.
O clube acaba recorrendo a jogadores que já não correspondem ao que a comissão técnica espera simplesmente porque ainda não conseguiu substituí-los.
Técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos em treino do Náutico — Foto: Rafael Vieira/CNC
Além disso, o elenco perdeu peças importantes. Vinícius, principal jogador e artilheiro da equipe na Série B, deve ficar cerca de dois meses fora por lesão. Dodô vive um impasse com o clube e tem futuro indefinido.
Ainda há tempo para reagir. Restam 21 rodadas e o Náutico tem potencial para fazer uma campanha melhor do que a atual. Mas esse potencial só será transformado em resultados se o clube entender que o momento exige decisões extremas.
Sem senso de urgência para corrigir problemas e fortalecer o elenco, a tendência é que a luta deixe de ser pelo acesso e passe a ser, cada vez mais, contra o rebaixamento.