Entenda por que gol da Noruega foi anulado mesmo com falta de Haaland antes do escanteio

Entenda por que gol da Noruega foi anulado mesmo com falta de Haaland antes do escanteio

O gol de Heggem, que seria o segundo da Noruega sobre a Inglaterra, aos nove minutos do segundo tempo, foi anulado por falta de Erling Haaland em Elliot Anderson antes da cobrança de escanteio. Até a última temporada europeia, um lance como esse seria validado, porque não existem faltas quando a bola não está em andamento. O jogo está empatado em 1 a 1.

O árbitro francês Clément Turpin, no entanto, anulou o gol, após revisão no VAR, seguindo uma nova regra da International Board (Ifab), que entrou em vigor nesta Copa do Mundo. A partir de agora, quando uma falta for cometida sem a bola estar em jogo — antes de um escanteio, falta ou pênalti —, o árbitro pode mandar a cobrança ser repetida, o que aconteceu na partida deste sábado. Após o novo escanteio, Haaland tentou o cabeceio, mas a bola ficou com a Inglaterra.

Segundo o ex-árbitro e comentarista de arbitragem do Grupo Globo, PC de Oliveira, a nova regra foi bem aplicada.

— Infração do ataque antes da bola entrar em jogo e com impacto direto em lance de gol ou pênalti. O VAR recomenda a revisão e a cobrança de escanteio ou falta tem quer repetida. Essa regra foi implantada em virtude dos bloqueios que os atacantes fazem nos zagueiros e goleiros e os impedem de disputar a bola adequadamente. Vide os gols do Arsenal na Premier League — explicou o ex-árbitro.

"Foi muito bem aplicada", resume PC.

Bellingham e Saka reclamam de gol de Heggem; árbitro anula gol da Noruega contra a Inglaterra baseado em nova regra — Foto: Paul Childs/Reuters

Esta foi a primeira vez que nova regra foi aplicada nesta Copa do Mundo em um lance de gol. A circular publicada pela Ifab no dia 31 de maio também incluiu outra mudança que já foi vista no Mundial 2026: a chamada "Lei Vini Jr.".

Inspirada na acusação de racismo feita pelo brasileiro do Real Madrid contra o argentino Prestianni, do Benfica, em jogo pela Liga dos Campeões da Uefa, a regra determina expulsão de um jogador que tape a boca para discutir com um adversário.

Dois jogadores foram expulsos nesta situação na Copa: o paraguaio Miguel Almirón, no jogo contra a Turquia, e o equatoriano Piero Hincapié, contra o México.

Um caso semelhante levantou discussão no jogo entre Inglaterra e Gana. O meia inglês Jude Bellingham cobriu a boca durante conversa com o ganês Jordan Ayew, mas não foi expulso porque a lei determina que o gesto só deve ser punido em situações de confronto, discussão ou provocação.

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