
Eles chegaram juntos à seleção da Suíça, em 2011, e agora estão a um passo de levar o país pela primeira vez a uma semifinal de Copa do Mundo. Mas terão pela frente um adversário que não traz boas lembranças. O meia Granit Xhaka e o lateral-esquerdo Ricardo Rodríguez são os únicos jogadores da atual seleção suíça em campo na última partida contra a Argentina, a dramática derrota por 1 a 0 pelas oitavas de final da Copa de 2014, no Brasil.
Para reavivar o fantasma da eliminação, a Argentina também tem um remanescente daquele jogo disputado em São Paulo. E não é um jogador qualquer: Lionel Messi, autor do passe para Ángel Di María decretar a eliminação da Suíça, a dois minutos do fim da prorrogação. Se o veterano argentino brilha em outro patamar, como recordista de gols e jogos em Copas e artilheiro da atual edição, a dupla suíça já fez história em âmbito doméstico.
Ricardo Rodíguez e Granit Xhaka, jogadores mais experientes da Suíça — Foto: Carl Recine/Reuters
Quinze anos depois da estreia na seleção, Xhaka e Rodríguez disputam a quarta Copa do Mundo seguida como os mais experientes jogadores da história do país. O meia Xhaka, do Sunderland, da Inglaterra, é o recordista de partidas pela seleção suíça, com 151 jogos, seguido de Rodríguez, lateral titular do espanhol Bétis, com 143 presenças em campo pela equipe nacional.
Recordistas de jogos em Copas na Suíça
Juntos, eles alcançaram uma marca histórica neste Mundial: ultrapassaram outro ídolo local, Xherdan Shaqiri, e agora são os suíços com mais partidas de Copa do Mundo. Os três foram titulares nas 12 partidas do país nos Mundiais do Brasil-2012, Rússia-2018 e Catar-2022 - nas três edições, a Suíça caiu nas oitavas de final.
Shaqiri não está mais na seleção, mas Xhaka e Rodríguez seguem absolutos no time titular. O jogo de sábado contra a Argentina, em Kansas City, será o 18º da dupla em Mundiais, uma marca impressionante para um país que tem 13 Copas disputadas e acaba de chegar apenas pela quarta vez às quartas de final.
- Eu sinto um enorme orgulho. Faço parte dessa seleção desde 2011 e continuo aqui hoje, podendo liderar a equipe como capitão, e isso me enche de orgulho. Conheço muito bem o Ricky (Ricardo Rodríguez), é uma pessoa e um jogador fantástico, traz muita experiência para a nossa equipe. É uma honra compartilhar esse recorde com ele - disse Xhaka em entrevista coletiva na véspera da estreia da Suíça na Copa de 2026, o empate em 1 a 1 com o Catar, pelo Grupo B.
Após a suada classificação para as quartas de final, com vitória nos pênaltis sobre a Colômbia, o técnico da Suíça, Murat Yakin, exaltou a atuação de Xhaka, camisa 10 e capitão da equipe.
- Nossa relação é muito especial, muito bonita, e eu o felicitei pelo jogo de hoje (terça-feira). É o meu capitão, é um líder e está sempre aí para a equipe. Seu desempenho foi acima da média, e também assumiu a responsabilidade na hora dos pênaltis. Não sabemos se será sua última Copa, se estará apto a jogar a próxima, mas ele está sempre atento a todos os detalhes e merece ser o capitão desta equipe - declarou o treinador.