
Treinador da França, Didier Deschamps não cansa de escrever capítulos históricos na sua trajetória em Copas do Mundo.
Campeão como jogador, em 1998, e técnico, em 2018, o profissional levou a seleção francesa pela terceira vez à semifinal de um Mundial. A outra vez foi em 2022, no Catar, quando os europeus perderam a decisão para a Argentina.
Com o triunfo dos Bleus por 2 a 0 sobre Marrocos, na última quinta-feira, Didier igualou o recorde de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e do alemão Helmut Schon. Apenas o trio foi a três semifinais no papel de comandantes. No mesmo dia, Deschamps completou seu 25º jogo em Copas, feito só alcançado também pelo técnico germânico.
— Agora são três semifinais consecutivas. Parece natural, mas é difícil sempre. É importante ter grandes jogadores. Meu crédito vai para eles. Mas talvez eu faça meu trabalho bem — comentou Deschamps.
— Tenho alguns princípios, como a vida diária, o trabalho. Algumas coisas podem se repetir, mas não é copia e cola. As situações e condições são diferentes. São muitas coisas que temos que lidar. Tenho um ótimo estafe e tentamos antecipar — acrescentou ele.
Deschamps vibra com classificação da França à semifinal da Copa de 2026 — Foto: Reuters
Felipão disputou duas semifinais de Copa pelo Brasil, em 2002 e 2014, e uma por Portugal, na edição de 2006. A primeira culminou no pentacampeonato mundial da seleção brasileira. Já a segunda é de triste memória: a goleada de 7 a 1 sofrida contra a Alemanha, no Mineirão.
Já falecido, Schon era o treinador da Alemanha Ocidental nas campanhas de 1966, 1970 e 1974. Na primeira delas, derrota na decisão para a Inglaterra, em Londres. Na segunda, revés para a Itália, que encarou o Brasil na decisão que coroou Pelé e companhia como tricampeões mundiais. Já em 74, Helmut e os alemães ocidentais, enfim, terminaram como campeões, em casa.
Na semifinal da Copa dos Estados Unidos, Canadá e México, a França vai encarar o ganhador do jogo entre Espanha e Bélgica, que ocorre nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), em Los Angeles. Questionado sobre o que espera, Deschamps elogiou os dois rivais europeus:
— Agora vamos nos recuperar e ver quem virá pela frente. Hoje (quinta) só chegamos na semifinal, amanhã (sexta), nós vamos conhecer o adversário no próximo jogo. Mas será difícil, é Copa do Mundo. Isto significa que estamos entre os quatro melhores times.