Suíça supera desfalque de peso e tabu de mais de 70 anos

Suíça supera desfalque de peso e tabu de mais de 70 anos

A seleção suíça conseguiu passar por cima de uma grande desafio na tarde desta terça-feira, em Vancouver. Não teve seu principal jogador na competição diante de uma Colômbia que ostentava um dos melhores desempenhos desta Copa do Mundo. Mas sustentou o embate por 120 minutos e passou para as quartas de final, fase que não alcançava desde 1954.

Gregor Kobel, goleiro do Borussia Dortmun(ALE), fez uma grande defesa em penalidade cobrada por Cucho Hernández e foi o principal responsável pela classificação. Protagonizou também uma grande defesa em finalização de Puerta no tempo normal. É difícil dizer quem jogou melhor em um duelo tão equilibrado, mas os colombianos tiveram as melhores chances e não foram precisos.

Escalação

Murat Yakin teve o desfalque de seu principal jogador na Copa, o meia Manzambi. Aebischer, que poderia entrar, também ficou de fora. O volante Jashari foi o escolhido em um meio mais encorpado. Rúben Vargas foi para o banco e Rieder partiu da ponta-direita para dentro.

Néstor Lorenzo optou por Luis Suárez no centro do ataque colombiano. Jhon Córdoba está fora da Copa. O restante do time foi o mesmo que bateu Gana na última fase.

Como Suíça e Colômbia iniciaram o duelo que fechou a fase oitavas de final da Copa do Mundo 2026 — Foto: Rodrigo Coutinho

O jogo

Desde os primeiros minutos da partida o interessante embate entre times que preferem ter a bola nos pés se estabeleceu exatamente desta maneira. Para controlar o adversário, seria necessário, no entanto, ser agressivo sem ela. Seja em subidas de marcação ou em pressões pós-perda, suíços e colombianos buscaram a imposição.

A Colômbia se saiu melhor primeiro. Conseguiu girar a bola com mais velocidade entre zagueiros e laterais, atrair a marcação e descobrir movimentos de Arias, Puerta ou Luis Diaz atrás da primeira pressão. Teve também um ''perde, pressiona'' mais ajustado nos minutos inicias. Justamente a partir disso, criou sua primeira grande chance. Kobel voou no ângulo e impediu um golaço de Puerta.

A Suíça conseguiu achar soluções logo depois da parada para hidratação. Teve bons movimentos de Rieder e de Jashari entrelinhas, flutuando nas costas de Lerma e de Puerta. Xhaka e Akanji foram importantes para encontrá-los com passes rápidos.

A linha de defesa colombiana reagiu bem, mas isso não impediu que Jashari e Ndoye finalizassem com perigo ao invadirem a área. Assim como Kobel, Camilo Vargas trabalhou bem para manter o placar zerado. Os colombianos voltaram a rondar a área suíça antes do fim do 1º tempo, mas não conseguiram lances de perigo e penetração em vantagem.

Suíça x Colômbia - Oitavas - Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian TPX IMAGES OF THE DAY

Djibril Sow substituiu Jashari no intervalo. Rieder passou a trabalhar mais fixamente por dentro e Sow partiu do lado direito. O time melhorou em relação ao 1º tempo. Passou a ter a bola por mais tempo perto da área colombiana. Djibril Sow ganhou mais duelos, aumentou a mobilidade da equipe no campo de ataque.

Depois de momentos de dificuldade para conseguir avançar, aos poucos a Colômbia foi reequilibrando forças. Jhon Arias e Luis Diaz foram importantes mais uma vez para reter a bola no ataque. Surpreenentemente o meia do Palmeiras foi sacado ainda aos 20 minutos do 2º tempo. Campaz o substituiu. James Rodriguez, este mais apagado, também deu lugar a Quintero.

Na Suíça, Miro Muheim entrou na vaga de Ricardo Rodriguez e passou a ser o lateral-esquerdo do time europeu. O bom nível técnico de boa parte do 1º tempo acabou não se mantendo na 2ª etapa, principalmente com o desgaste de alguns jogadores. Os times acabaram trocando posses de bola sem tanta capacidade criativa por um período relevante.

Ndoye era quem mais chegava perto de assustar pelo lado esquerdo suíço. Néstor Lorenzo buscou cartadas para dar novo gás ofensivo ao time depois dos 35 minutos. Cucho Hernández substituiu Luis Suárez e Richard Rios entrou no lugar de Lerma. Murat Yakin tirou Zakaria e Embolo - anulado pela zaga colombiana - para pôr Widmer e Cedric Itten. Nos acréscimos, Vargas substituiu Ndoye.

Suíça x Colômbia - Oitavas - Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Albert Gea

A Suíça terminou o tempo normal mais estabelecida no campo de ataque. Conseguia reagir rapidamente ao perder a bola e não corria riscos, algo que só aconteceria na prorrogação, quando a Colômbia levou perigo com Davinson Sánchez e Lucumí na bola parada aérea. O segundo chegou a acertar o travessão.

Campaz conseguiu incomodar o lado esquerdo da defesa suíça e quase abriu o placar em chute de média distância. Depois do que fez na etapa inicial dos 90 minutos, foi o primeiro momento em que os Cafeteros encaixaram uma sequência de finalizações. A resposta suíça veio, e mais uma vez pelo lado esquerdo, mas com Vargas. O ponta serviu Amdouni dentro da área, mas ele foi parado por Vargas.

Amdouni tinha acabado de entrar no lugar de Rieder. Se beneficiou de um momento mais aberto da partida, algo que até contradiz qual é o costume na maioria das prorrogações. Xhaka chegou a ter uma boa chance para finalizar da entrada da área no 2º tempo do tempo-extra, mas quase ''entrega'' um gol para a Colômbia logo depois. Campaz não aproveitou a falha do camisa 10 e perdeu grande chance.

Suíça x Colômbia - Oitavas - Copa do Mundo — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Anne-Marie Sorvin

Além da espetacular defesa de Kobel na cobrança de Cucho Hernández na decisão por pênaltis, Davinson Sanchez isolou a sua batida. Quintero, Campaz e Luis Diaz converteram para os Cafeteros. Na Suíça, apenas Akanji perdeu, bateu por cima. Xhaka, Amdouni, Cédric Itten e Rúben Vargas foram bastante precisos.

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