O que mudou na base do Atlético-MG entre o rebaixamento e o acesso?

O que mudou na base do Atlético-MG entre o rebaixamento e o acesso?

O Atlético-MG reconstruiu a categoria Sub-20 do clube em um ano. Depois do rebaixamento, em julho de 2025, a diretoria recalculou a rota, reformulou operações e deu mais atenção ao projeto de base. O resultado veio: nessa semana, o "Galinho" conquistou o acesso e voltou à elite da modalidade.

Em 2025, a queda parecia destino. O time caiu para o Brasileirão Série B com apenas 14 pontos somados em 19 jogos disputados, na vice-lanterna. Sem reagir na competição, a geração com alguns nomes de destaque ficou longe dos holofotes.

A campanha deste ano tinha um único propósito: retornar à elite do Brasileiro Sub-20. Na primeira fase, O Atlético ficou na terceira posição, com 13 pontos em sete jogos. Nas quartas de final bateu o Coritiba por 1 a 0.

Atlético-MG Sub-20 na disputa do Brasileiro B — Foto: Divulgação/Atlético-MG

Na semifinal, perdeu para o Ceará por 1 a 0, mas garantiu o acesso por ter sido o eliminado de melhor campanha geral – a outra equipe que caiu na semi foi o CRB, que perdeu para o Goiás nos pênaltis, e ficou sem a vaga na elite.

Ao ge, Luiz Carlos Azevedo, gerente da base do Atlético desde março de 2025, contou sobre a reestruturação que foi feita na categoria a partir do trágico rebaixamento.

- Identificamos uma necessidade de investimento estrutural, para melhor atender nossos atletas. Tínhamos uma geração 2009 e 2008 muito talentosa e uma geração no Sub-20 abaixo do que entendemos ser o ideal para o Galo.

Para sanar esse problema, o Atlético investiu na captação de atletas. Uma das soluções foi buscar jogadores africanos. O principal destaque é o volante Cissé, que brilhou na base e atualmente integra o elenco profissional.

- Estamos procurando potencializar a captação na África que já vinha acontecendo e estar mais próximo nas comunidades e projetos sociais em Belo Horizonte - garantiu Luiz.

Executivo do Atlético, Paulo Bracks, ao lado de Luiz Carlos Azevedo, gerente da base atleticana. — Foto: Atlético-MG.

O clube também apostou nas mudanças estruturais. O Atlético investiu R$ 10 milhões na construção do novo prédio para as categorias de base no CT. A entrega está prevista para o segundo semestre deste ano.

O espaço terá uma estrutura moderna e receberá o departamento médico, a nutrição, a fisiologia, a academia, a área de recuperação, a área técnica e administrativa. Tudo de forma integrada. Todas as comissões técnicas terão uma sala para trabalho.

Luiz Carlos contou que o planejamento também mudou. Com o olhar de aproveitar os jogadores na base para o profissional, as conversas e estratégias são traçadas em conjunto com a cúpula da diretoria alvinegra.

- Nós temos um planejamento muito próximo do profissional, temos reuniões constantes com o Bracks e demais pessoas. Diversos desses atletas já treinam e são observados em atividades no profissional, inclusive temos o Vitão e Pedro Cobra que estão integrados e descem para atuar.

Time Sub-20 do Atlético-MG — Foto: Divulgação/Atlético-MG

Além dos jogadores citados por Luiz, o Atlético aproveitou outros nomes da base - outro ponto de mudança entre o ano do rebaixamento e o do acesso. O lateral-esquerdo Pascini, o meio-campista Índio e o atacante Cauã Soares estão integrados ao elenco principal.

O movimento de "subir" os atletas segue como pilar da diretoria. Segundo Luiz, no jogo do acesso, diante do Ceará, o executivo de futebol Paulo Bracks e o diretor técnico Guilherme estiveram no estádio em Fortaleza para observar os garotos do Sub-20.

Por ora, contudo, o Atlético ainda não tem definido se algum dos jogadores do Sub-20 será integrado ao profissional nesta temporada.

← Sport