Garçom de Kane na Inglaterra "escalou" mercado e movimentou R$ 650 milhões durante ciclo para Copa

Garçom de Kane na Inglaterra

Os holofotes na Inglaterra estão sobre Harry Kane, autor dos gols que garantiram a virada diante da República Democrática do Congo. Mas o brilho do camisa 9, que empilha recordes no país, só aconteceu graças a Anthony Gordon, responsável por duas assistências. Um atacante que ganhou protagonismo na Europa ao longo do último ciclo para Copa.

Gordon tinha 21 anos enquanto a Inglaterra disputava a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Jogava ainda pela seleção Sub-21 e não esteve no radar do então técnico Gareth Southgate.

Pouco mais de um mês depois de os ingleses serem eliminados para a França, nas quartas de final daquele Mundial, o atacante teve a primeira transferência da carreira.

Revelado nas categorias de base do Everton, Gordon teve início de instabilidade e chegou a ser emprestado ao Preston North End, antes de se firmar no time de Londres na Premier League. Chamou atenção do Newcastle, chegando sob custo de 40 milhões de libras (R$ 237 milhões, pela cotação de janeiro de 2023).

O início pelo clube marcou, também, o começo da trajetória na seleção principal da Inglaterra. Na época, o time ainda era comandado por Southgate, que levou o jovem na campanha do vice-campeonato europeu, em 2024. Thomas Tuchel chegou após o torneio e o manteve no elenco, no qual esteve como titular em boa parte.

Rice e Gordon comemoram gol da Inglaterra contra RD Congo — Foto: Paul Childs/Reuters

Ao longo do tempo, tornou-se protagonista do time e ajudou a recolocá-lo na Liga dos Campeões, depois de 20 anos. Com 39 gols e 21 assistências em 152 jogos, despertou interesse do Barcelona. Antes de embarcar rumo aos Estados Unidos para a Copa, se apresentou na Catalunha, em negociação de R$ 413 milhões.

Desde a última Copa do Mundo, portanto, o atacante movimentou R$ 650 milhões em transferências no futebol europeu. A última delas, curiosamente, impediu a permanência definitiva de um companheiro da equipe inglesa no Barcelona. O clube desistiu da aquisição de Marcus Rashford, após comprar Gordon.

Os dois travam uma disputa acirrada pela titularidade ao longo do Mundial. Gordon foi titular nas duas primeiras rodadas e teve atuação discreta contra Croácia e Gana. Perdeu posição para Rashford, que também não encantou diante do Panamá e da República Democrática do Congo. Contra os africanos, Gordon entrou no lugar dele para dar as assistências para Harry Kane marcar.

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