
A edição desta quarta-feira do ZYB Podcast Esporte Clube recebeu um personagem que carrega muitas histórias do futebol brasileiro. Ex-atacante do Flamengo e marcado pela habilidade dentro de campo nos anos 1970 e 1980, Júlio César Uri Geller.
Júlio Cesar Uri Geller no ZYB Podcast Esporte Clube — Foto: Demétrius Oliveira/TV Sergipe
Embora tenha defendido outras equipes do Brasil e da Argentina, foi com a camisa rubro-negra que Júlio César construiu sua maior identificação. Décadas depois de pendurar as chuteiras, ele segue ligado ao Flamengo em uma missão de acolhimento de ex-atletas que enfrentam dificuldades após a aposentadoria.
- Eu estou aqui hoje por causa do Flamengo. Meu trabalho no clube é buscar o ex-jogador de futebol na rua. Achei ídolos catando jornal na rua e eu trouxe eles para o clube. Quando se para é difícil – contou.
Durante o bate-papo, o ex-jogador explicou também a curiosa origem do apelido "Uri Geller", que o acompanhou durante toda a carreira. O nome surgiu pelas mãos do jornalista João Saldanha, em referência ao ilusionista israelense conhecido por "entortar" objetos.
- O João Saldanha gostava muito de mim pela minha maneira de ser, me apelidou assim e pegou. Eu estava dentro de campo entortando corpos. O Uri Geller tentou me processar por causa do nome do meu filho, Henrique Geller. Expliquei que era uma homenagem à história dele e à minha. Mandei uma camisa para o museu dele e acabamos ficando amigos – explicou.
Júlio César Uri Geller também falou sobre a amizade com Adílio, outro ídolo da história do Flamengo.
- Adílio também vendia amendoim comigo, tomava conta de carro. A vida toda sempre estivemos juntos. Da primeira namorada ao fim da vida dele. Eu e ele somos uma pessoa só. Todo dia eu lembro dele. Que cara fantástico. Ele foi minha vida e meu grande amigo – relembrou.
Entre tantas lembranças da carreira, Uri Geller também recordou um lance inesquecível vivido diante de um jovem que, pouco tempo depois, se transformaria em um dos maiores jogadores da história do futebol.
Em um confronto entre Boca Juniors e Talleres de Córdoba, ele acabou sendo vítima de um drible de Diego Maradona.
— Ele me deu uma caneta no dia da estreia dele pelo Boca Juniors contra o Talleres de Córdoba, que também foi a minha. Inverteram uma bola para ele, eu corri para encontrar com ele na linha de fundo e ele empurrou a bola por baixo da minha perna e cruzou de letra para a área, mas não saiu o gol – relembrou.