
A Copa é o torneio que mais reúne craques mundiais, mas que também é marcada por dar visibilidade a nomes poucos conhecidos no futebol. Uma “tradição” que atinge os goleiros e que vem sendo mantida em 2026.
Em um passado recente das Copas, é impossível não lembrar de Guillermo Ochoa, pelo México, e Keylor Navas, pela Costa Rica, em 2014. Ou dos pênaltis defendidos por Lovakovic, algoz do Brasil, em 2022, ano que teve Yassine Bono como destaque absoluto na posição. Para aqueles um pouco mais velhos, a lembrança pode ser Michel Preud’homme, eleito o melhor de 1994 com a Bélgica.
Todos eles chegaram ao Mundial distante dos holofotes, mas ganharam protagonismo que, algumas vezes, significou boas oportunidades na carreira. Navas, por exemplo, saiu do Levante para o Real Madrid. Em 2026, depois da primeira fase, já há candidatos a surpresa na posição.
O goleiro mais falado na Copa não é Neuer e nem Curtois. O dono dos holofotes, até então, foi Vozinha, especialmente depois de ajudar o estreante Cabo Verde a empatar com a Espanha. Capitão da equipe, teve atuação discreta contra Uruguai e Arábia, mas ajudou o país estreante a chegar ao mata-mata.
Mesmo aos 40 anos de idade, Vozinha pode ter a Copa como uma oportunidade de realocação no mercado, já que deixou o Chaves, de Portugal, no fim da temporada. A carreira dele teve passagens por equipes de Angola, Cabo Verde, Eslovênia e Chipre.
Alireza Beiranvand faz uma defesaça e salvao Irã contra Bélgica — Foto: Reuters
Na última rodada do Grupo H, Vozinha teve pela frente outro goleiro que apareceu bem na competição. O saudita Al-Owais foi o maior responsável por ajudar a Arábia no empate por 1 a 1 com o Uruguai, com nove defesas. Jogou toda a carreira no futebol local e, atualmente, está no Al-Ula, da segunda divisão.
Atuação destacada, mas com números até baixos na comparação com Eloy Room. O experiente goleiro fez 15 defesas no empate sem gols entre Curaçao e Equador. É o recorde, considerando os 90 minutos de todos os jogos da história dos Mundiais. O estadunidense Tim Howard, em 2014, fez 16 defesas – mas considerando também prorrogação – do jogo contra a Bélgica.
Eloy Room, entre os goleiros que se destacaram na Copa até o momento, é o que teve mais lastro na carreira internacional. Jogou por Vitesse e Ajax, na Holanda, antes de passar cinco temporadas no Colombus Crew e chegar ao Miami FC (que não é o time de Messi).
Também na segunda rodada, outro goleiro que se destacou para garantir a zebra foi o iraniano Alireza Beiranvand, parando o ataque belga no empate por 0 a 0 e se colocando como candidato à defesa mais bonita, com intervenção já deitado para evitar gol de De Cuyper (assista no video acima)
Alireza tem 33 anos e jogou quase toda sua carreira no futebol iraniano. Revelado pelo Naft Tehran, atuou por diversas temporadas no Persepolis FC e, atualmente, joga no Tractor Clube. Internacionalmente, passou apenas pelo Royal Antwerp, da Bélgica, e Boavista, de Portugal. O iraniano acabou falhando no gol do empate contra o Egito.