Rival do Bahia em amistoso, City Torque já foi carrasco antes de virar "primo"

Rival do Bahia em amistoso, City Torque já foi carrasco antes de virar

O Bahia marcou um amistoso de intertemporada com o Montevideo City Torque, do Uruguai, que também faz parte do Grupo City. Antes de serem "primos", no entanto, os dois já se enfrentaram duas vezes na fase de grupos da Copa Sul-Americana de 2021, um ano que não traz boas lembranças ao clube baiano.

A temporada que terminou com rebaixamento do Bahia no Campeonato Brasileiro começou com eliminação na fase de grupos da Copa Sul Americana. Sob o comando do treinador Dado Cavalcanti, o clube baiano enfrentou o City Torque na primeira e na última rodada da competição, com um saldo de uma derrota e um empate, três gols marcados e cinco sofridos.

Rodriguinho comemora gol contra o City Torque em Montevidéu — Foto: AFP

Escalação do Bahia no primeiro confronto: Douglas Friedrich; Nino Paraíba (João Pedro), Germán Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Danielzinho, Thaciano (Mathheus Galdezani) e Patrick de Lucca (Lucas Araújo); Óscar Ruiz (Alesson), Rodriguinho (Juninho Capixaba) e Gilberto.

Na primeira rodada, disputada no dia 21 de abril de 2021, o Tricolor fez bom primeiro tempo e abriu o placar aos cinco minutos em Montevidéu, com Rodriguinho, mas sofreu gol de Franco Pizzichillo no início da segunda etapa e saiu de campo com um empate por 1 a 1.

Depois da estreia, o Bahia bateu duas vezes o Guabirá, da Bolívia, perdeu uma vez e empatou outra com o Independiente, da Argentina. O Tricolor chegou à última rodada na terceira posição e, para se classificar ao mata-mata, precisava vencer o City Torque em Salvador e que o Independiente perdesse em casa para o Guabirá. Contudo, nenhum dos dois resultados desejados aconteceu.

Jogadores do Bahia comemoram gol contra o City Torque em Pituaçu — Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

No segundo jogo contra o City Torque, Dado Cavalcanti fez três mudanças em relação ao primeiro encontro: o goleiro Matheus Claus no lugar de Douglas Friedrich e os atacantes Thonny Anderson e Rossi nos lugares de Gilberto e Óscar Ruiz.

Escalação do Bahia no segundo confronto: Matheus Claus; Nino Paraíba (Renan Guedes), Luiz Otávio, Germán Conti e Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Rodriguinho e Danielzinho (Lucas Fonseca); Thaciano (Óscar Ruiz), Rossi (Maycon Douglas) e Thonny Anderson (Juninho Capixaba).

O Bahia começou animado e abriu o placar com Thonny Anderson aos dois minutos de jogo, mas sofreu o empate aos 25. Logo depois, Matheus Bahia recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso ainda aos 28. Foi o começo do fim do sonho do Tricolor, que ainda sofreu a virada antes do intervalo.

Nino Paraíba repetiu o roteiro do primeiro tempo e empatou a partida aos dois minutos da segunda etapa, mas o Bahia voltou a sofrer com uma expulsão. O zagueiro Germán Conti acertou o cotovelo na nuca de um adversário aos oito minutos e recebeu vermelho direto.

Matheus Bahia foi expulso diante do City Torque — Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Com dois jogadores a menos, o Tricolor ainda sofreu dois gols em Pituaçu e teve a eliminação concretizada com a derrota por 4 a 2. Mas o problema não esteve só em Salvador, já que o Independiente venceu o Guabirá e tirou as chances de classificação do Bahia mesmo com uma eventual vitória.

A decepção na Sul-Americana veio logo depois do título da Copa do Nordeste, conquistado nos pênaltis contra o Ceará, e da eliminação na semifinal do Campeonato Baiano para o Bahia de Feira. Aquele time também terminou a Série A rebaixado na 18ª posição e eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Em outro cenário e agora "primos", Bahia e Montevideo City Torque se enfrentam leves no amistoso do dia 4 de julho, na Fonte Nova, às 11h (de Brasília). A intertemporada tricolor tem mais um jogo amigável no dia 12, contra o Fluminense, no Maracanã, antes da volta da Série A.

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