
Classificado na primeira posição, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F da Copa do Mundo, que está em disputa entre Holanda, Japão e Suécia. Com o novo regulamento do Mundial, agora com 48 seleções, alguns primeiros colocados enfrentarão os terceiros de outros grupos na segunda fase. Por que o Brasil não enfrentará um também? O ge explica.
Cada um dos oito melhores terceiros colocados tem seu destino definido pelo grupo de origem - e não pela seleção que efetivamente termina na terceira posição. A Alemanha, líder do Grupo E, por exemplo, enfrentará o melhor terceiro colocado vindo de um dos grupos A, B, C, D ou F. Não importa qual equipe ocupe essa vaga: o que já estava determinado pela Fifa é a origem do adversário.
Os primeiros colocados dos grupos A, B, D, E, G, I, K e L enfrentarão os oito melhores terceiros colocados da competição. Os líderes dos grupos C, F, H e J terão pela frente seleções que terminaram em segundo lugar. A imagem abaixo mostra 18 das 495 combinações previstas pela Fifa para os enfrentamentos contra terceiros.
Combinações possíveis de terceiros colocados na Copa de 2026 — Foto: Reprodução/Fifa
Na prática, o chaveamento da Copa foi desenhado para equilibrar os caminhos no mata-mata. O líder do grupo do Brasil, por exemplo, já tinha como adversário definido o segundo colocado do Grupo F. Em outros casos, líderes de grupo enfrentam terceiros colocados.
Assim, oito seleções classificadas em primeiro lugar encaram equipes que avançaram em terceiro. Outras quatro líderes enfrentam segundos colocados. Já quatro confrontos colocam frente a frente seleções que terminaram na segunda posição de seus grupos.
Para equilibrar a dificuldade dos cruzamentos, os líderes que enfrentam um segundo colocado na segunda fase permanecem em um lado da chave formado por vencedores de confrontos entre segundos colocados. Dessa forma, evitam cruzar imediatamente com outro primeiro colocado.
É o caso do Brasil. O líder do Grupo C enfrenta o segundo colocado do Grupo F na segunda fase. Se avançar, terá pela frente nas oitavas o vencedor do duelo entre os segundos colocados do Grupo E e do Grupo I. Assim, não encontra outro líder de grupo logo no início do mata-mata.
Exemplo:
- O Brasil, líder do Grupo C, enfrenta o segundo colocado do Grupo F na segunda fase. Se avançar, terá pela frente nas oitavas o vencedor do duelo entre o segundo colocado do Grupo E e o segundo colocado do Grupo I. Assim, não encontra outro líder de grupo logo no início.
- O México, na primeira colocação do Grupo A, enfrentará um dos melhores terceiros colocados, vindo dos grupos C, E, F, H ou I. Como estreia no mata-mata contra uma equipe que avançou em terceiro lugar, seu caminho pode incluir outro líder de grupo já nas oitavas. Nesse cenário, o adversário sairia do confronto entre o líder do Grupo L e outro terceiro colocado (do E, H, I, J ou K).
Ancelotti em Brasil x Escócia, na Copa do Mundo — Foto: Getty Images
Essa trava existe porque nem todos os 12 grupos terão representantes entre os oito melhores terceiros colocados. É preciso, portanto, uma regra que distribua esses cruzamentos sem criar distorções no chaveamento nem permitir reencontros imediatos entre seleções do mesmo grupo.
Quem o Brasil vai pegar?
Empatados até no saldo de gols, Holanda e Japão disputam critério por critério a primeira posição. Mas os holandeses detêm leve favoritismo porque vão enfrentar a eliminada Tunísia na última rodada, enquanto os japoneses pegam a Suécia. A liderança provavelmente vai ficar com quem conseguir o melhor resultado.
Holanda x Japão - Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Os jogos serão realizados às 20h desta quinta-feira.
Se vencer o Japão, a Suécia pode terminar em primeiro (contando com derrota ou empate da Holanda) ou em segundo (se a Holanda também vencer). Empate deixa os suecos na terceira posição, com chance de se classificarem entre os oito melhores terceiros. Em resumo, Holanda, Japão e Suécia ainda podem terminar em qualquer uma das três primeiras posições do Grupo F.