
República Tcheca e México se enfrentam às 22h, pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
Palpite para República Tcheca x México
Grupo A
República Tcheca x México — Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Placar mais provável:
República Tcheca 0 x 1 México
- Com seis pontos conquistados nas vitórias sobre África do Sul (2 a 0) e Coreia do Sul (1 a 0), o México não só já se classificou como garantiu a primeira colocação no Grupo A. Embora a Coreia do Sul possa chegar a seis pontos, o primeiro critério de desempate é o confronto direto, favorável aos mexicanos. Com tantos motivos para comemorar, os anfitriões determinaram "lei seca" a partir das 15h locais desta quarta-feira para garantir a segurança. Contra a África do Sul, os mexicanos fizeram dez finalizações em lances rasteiros de trocas de passes (e um gol) e cinco finalizações aéreas, além de duas cobranças de falta. Contra a Coreia do Sul foi diferente: não conseguiu entrar na defesa adversária por baixo (duas finalizações) e precisou insistir no jogo aéreo (seis finalizações e um gol). A República Tcheca sofreu 31 finalizações, 17 em trocas de passes rasteiros e 13 em jogadas aéreas (dois gols), além de um pênalti (gol).
- Se sofreram 31 finalizações, os tchecos fizeram 17, e a equipe até aqui se mostrou muito dependente do jogo aéreo: foram 11 finalizações após a bola viajar pelo alto (dois gols) e apenas cinco rasteiras, além de uma falta direta. Contra a Coreia do Sul, só conseguiu uma finalização rasteira. Como os sul-coreanos já tem três pontos, os tchecos precisam da vitória nesta partida para manterem ao menos as chances de se classificarem na terceira colocação, mas o nem gol os mexicanos sofreram ainda. O México sofreu 11 finalizações em seus dois jogos, seis a partir de jogadas aéreas e cinco em trocas de passes rasteiros, que exigiram uma defesa difícil e três defesas mais fáceis.
Evolução do xG na segunda rodada
A República Tcheca conseguiu 12 finalizações contra a África do Sul, nove de dentro da área, impondo um nível de ameaça de potencial estatístico para 1,10 gol. Conseguiu fazer um gol, dentro do esperado, mas não evitar o empate.
— Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
O jogo mexicano não apareceu no primeiro tempo, com apenas três finalizações, e só consegui mais cinco no segundo tempo. Construiu um nível de ameaça para apenas 1,3 gol, com quatro finalizações de dentro da área. Conseguiu fazer um, o suficiente.
— Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.