
Em entrevista concedida na Curuzu, o zagueiro Castro, do Paysandu, revelou que tem acompanhado atentamente os jogos da Copa do Mundo para aprimorar seu desempenho tático. O defensor destacou que o principal aprendizado do torneio mundial, observado em seleções de ponta, é a postura coletiva na fase defensiva, algo que ele pretende aplicar na sequência da Série C pelo Papão.
Ao ser questionado sobre o que tirou de proveito ao observar as grandes seleções no Mundial, Castro foi direto ao citar a disciplina tática de equipes como Argentina e França. Para o defensor, o futebol moderno exige que mesmo os grandes craques e times ofensivos saibam se posicionar sem a bola.
Castro marcou o único gol do jogo Paysandu x Nacional — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu
— O que eu posso tirar dessa Copa do Mundo é a humildade de se defender. A gente está vendo equipes grandes aí, como a Argentina e a França, marcando ali atrás da linha da bola, sabendo defender bem na hora de defender e atacando na hora de atacar — analisou o zagueiro.
Castro reforçou que essa mentalidade é fundamental para o Paysandu, independentemente do local da partida.
— A gente pode levar também para a sequência aí a ter a humildade, saber que, independente de estar dentro ou fora de casa, saber o momento que a gente tem que ter humildade para defender.
O "Fator Curuzu" e o apoio da Fiel
Além das lições táticas, o zagueiro comentou sobre a força do Paysandu jogando em seus domínios. Para o próximo compromisso contra o Santa Cruz, Castro acredita que a atmosfera do estádio será um diferencial determinante para a equipe buscar o resultado positivo.
— Eu acho que faz muita diferença, sim [o fator casa]. A gente sabe da importância de jogar dentro de casa junto com a nossa torcida, a festa que ela faz, o apoio que eles dão pra gente nos apoiando até o final. Querendo ou não, é um jogador a mais ali que tá com a gente fora de campo.
Com boa qualidade no passe e na transição ofensiva, Castro explicou que sua facilidade em sair jogando vem da experiência anterior atuando em uma posição mais adiantada no campo.
— Sempre joguei de zagueiro, mas tive sequências boas de volante. Como eu já tenho a característica de volante também, sei atuar naquela função ali. Eu sempre procuro tentar ajudar o time dando mais liberdade para o outro volante para ficar bem seguro ali, porque naquela área eu sei dar conta do recado — explicou o atleta.
Foco total no Santa Cruz
Apesar de conhecer o histórico do adversário e possuir amigos no elenco pernambucano, Castro garantiu que o foco da preparação está voltado para as orientações do técnico bicolor.
— O Santa Cruz é um time que eu já conheço pela história do clube e por acompanhar alguns amigos. Mas a gente está focado no nosso trabalho aqui. Independente do adversário, vamos impor nosso ritmo de jogo, aquele jogo bonito e com muita garra que sempre fazemos na Curuzu.