
Vista como uma das seleções favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026, Portugal vive um momento bastante conturbado nos bastidores. Depois de empatar por 1 a 1 com a RD Congo na estreia, a equipe de Cristiano Ronaldo volta a campo nesta terça-feira, às 14h (horário de Brasília) - desta vez contra o Uzbequistão. Uma vitória pode ajudar a atenuar as muitas críticas sofridas.
— Eu acho que, no geral, você não pode contestar o barulho. Sempre há barulho, bom barulho, boas críticas no futebol. Quando você não atinge o resultado, é normal ter críticas. Eu não espero rosas depois de empatar no primeiro jogo, mas há muito barulho que não é justo, há muito barulho que não é certo, há muitos aspectos que não fazem sentido. Mas para nós isso não faz parte do nosso trabalho, do nosso dia a dia — disse o técnico Roberto Martínez, em entrevista coletiva, acrescentando:
— Mas é certo que é importante, nos momentos difíceis, que é onde realmente nascem as equipes campeãs, saber quem está com a seleção e quem não está. Porque é muito fácil falar quando a equipe ganha ali as nações e serve muito da seleção. O importante é estar juntos nos momentos difíceis, mas o barulho faz parte do futebol.
A preparação nos bastidores começou a ser contestada com uma simples ida dos jogadores de Portugal à praia, ainda antes da estreia, na litorânea Palm Beach Gardens, na Flórida.
Cristiano Ronaldo e Roberto Martínez em treino de Portugal — Foto: Leonardo Fernandez/Getty Images
Depois do empate com a RD Congo, o "barulho" cresceu, com críticas à atuação na estreia da Copa e também a Cristiano Ronaldo, que não fez bom jogo.
O meia João Neves afirmou que Cristiano Ronaldo deveria ser tratado como os demais jogadores, e a declaração gerou troca de farpas públicas, queixas de torcedores e até deboche da esposa de CR7.
Houve também reações adversas a uma declaração de Francisco Conceição, que negou existir uma obrigação de passar a bola para Cristiano Ronaldo dentro do grupo.
Portugal caiu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, eliminada pelo semifinalista Marrocos. Esta é a nona participação do país europeu, que tem um terceiro lugar em 1966 como melhor resultado no Mundial.