Gestão cobra resultados, mas confia em Márcio Goiano para recuperar o Sport

Gestão cobra resultados, mas confia em Márcio Goiano para recuperar o Sport

Em meio ao momento de pressão da torcida, que deixou a Ilha do Retiro vaiando o time e xingando o técnico Márcio Goiano no empate sofrido para o Atlético-GO, a direção do Sport se fecha. Procurados para tratar do momento na temporada, ninguém da gestão se pronunciou oficialmente para o ge.

Mas a nossa reportagem apurou que, apesar do desconforto e das cobranças pela fase, há confiança na condução do treinador para a equipe reencontrar as vitórias. Demitir o técnico não está em pauta. "Não está tudo bem, é óbvio. Porém, temos que considerar o todo", disse uma fonte ao Globo Esporte.

Direção de futebol do Sport — Foto: Paulo Paiva/Sport Club do Recife

O Rubro-negro começou o mês de junho na liderança da Série B, cujo posto voltou a ocupar depois de três anos, mas terminou desperdiçando chances seguidas de manter-se na ponta da tabela.

Primeiro, sofreu o empate do Athletic; depois, não saiu do zero com o São Bernardo, tendo um a mais durante o segundo tempo. E contra o Atlético-GO, levou gol de empate no último segundo do jogo. Está, assim, há três jogos sem vitórias.

Resultado: caiu para a terceira colocação; lembrando que o G-2 da Série B dá vaga direta para a elite nacional do próximo ano. Para terceiro, quarto, quinto e sexto lugares haverá disputa de playoffs.

O que pensa o Sport

Márcio Goiano, técnico do Sport, em duelo contra o Atlético-GO — Foto: Marlon Costa/AGIF

Na visão da gestão rubro-negra, não há crise instaurada. Os membros da diretoria constatam, sim, a óbvia queda de performance - atrelada dessa vez à falta de resultados -, mas não direcionam cobranças só a Márcio Goiano. Eles dividem a responsabilidade também com o grupo.

Há, além disso, outro incômodo debatido internamente: o desempenho jogando na Ilha do Retiro. No recorte da era dos pontos corridos, a campanha atual, com três vitórias, quatro empates e uma derrota, só é melhor que a de 2010. Ano em que o Sport não conseguiu subir de divisão.

Todos esses pontos foram levantados (e cobrados) em reunião do departamento de futebol depois do empate com o Atlético-GO, na quinta-feira. Mas o entendimento foi de que uma nova mudança de rota seria questionável para uma equipe que sofreu apenas uma derrota nesta Série B.

Além disso, o mercado de treinadores, especialmente entre os nomes que agradavam à diretoria na época da saída de Roger Silva, continua restrito. Eduardo Baptista, Cláudio Tencati, Eduardo Barroca e Enderson Moreira estão empregados. Com exceção de Mariano Soso, que efetivamente nunca esteve entre os preferidos do Sport.

Assim, confiando na recuperação imediata diante do Fortaleza, o Leão pernambucano segue a rotina de atividades antes de viajar rumo à capital cearense. O jogo é no domingo, às 18h30, no Castelão.

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